Copiloto que atacou comandante de voo já estava barrado de pilotar em Omã
Wall Street Journal diz que o veto veio após suspeita de radicalização ideológica; mesmo assim, ele foi contratado pela Flydubai.
As causas do ataque ainda estão sob investigação.

- Omã barrou o copiloto após identificar possível radicalização, segundo o Wall Street Journal.
- A Flydubai o contratou mesmo assim e o escalou em rotas para Israel.
- O ataque ocorreu em 30 de setembro, no voo Dubai-Tel Aviv, com 174 pessoas a bordo.
O piloto auxiliar que atacou com faca o comandante de uma aeronave da Flydubai na rota entre Dubai e Tel Aviv já estava impedido de voar em Omã quando foi admitido pela companhia dos Emirados Árabes Unidos, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (2) pelo jornal Wall Street Journal. A restrição, de acordo com o diário, foi adotada depois que autoridades omanenses apontaram indícios de radicalização ideológica.
As informações foram atribuídas a pessoas com conhecimento do caso. O jornal afirma não estar claro se Omã comunicou o que apurou a outros países ou a outras empresas aéreas, nem que tipo de radicalização motivou o veto. A Flydubai e o governo omanense não responderam aos pedidos de comentário feitos pela reportagem.
Apesar da restrição, ele passou a operar rotas da companhia, entre elas a ligação dos Emirados com Israel. O ataque ocorreu na quarta-feira (30), com 174 pessoas a bordo. A aeronave perdeu cerca de 4.300 metros de altitude em 30 segundos enquanto sobrevoava a Jordânia, já perto do território israelense.
Segundo autoridades israelenses, o copiloto tentou assumir os comandos e pretendia derrubar o avião, mas foi contido por passageiros e tripulantes. O voo acabou desviado e pousou sem novos incidentes na Arábia Saudita. Preso, ele declarou ter agido por conta própria, e as motivações continuam sob investigação.
Israel e os Emirados passaram a tratar o episódio como terrorismo, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o agressor passou por radicalização islâmica com a intenção de provocar a queda do avião. Especialistas em segurança da aviação ouvidos pelo jornal classificaram o caso como falha relevante: mesmo que uma arma escape à triagem do aeroporto, quem é visto como ameaça deveria ser identificado antes de chegar à cabine.
Imagem: Mohammadreza Farhadi Aref / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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Como cada veículo contou
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- Tradicional 1
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