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Economia Energia Brasil

Bandeira verde volta à conta de luz após cinco meses de taxa extra

Reservatórios das hidrelétricas começam o período úmido acima de 50% em todos os subsistemas do país.

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Ilustração da notícia: Bandeira verde volta à conta de luz após cinco meses de taxa extra
Em 30 segundos
  • A conta de luz voltou a ser cobrada sem taxa extra de bandeira após cinco meses de tarifa amarela.
  • Nenhum subsistema do SIN está abaixo da metade da capacidade de armazenamento.
  • A Fiemg projeta uma conta cerca de 2% mais barata na comparação com setembro.

A bandeira verde passou a valer na conta de luz logo no começo de outubro, depois de cinco meses de bandeira amarela. O alívio veio com o retorno das chuvas ao Sudeste e ao Centro-Oeste e com a recomposição das represas, responsáveis por cerca de 7 em cada 10 unidades da eletricidade de origem hidráulica gerada no Brasil.

Nenhum subsistema do Sistema Interligado Nacional opera abaixo da metade do armazenamento. A divisão Sudeste/Centro-Oeste está com 56,03% da capacidade; o Sul, com 80,90%; o Nordeste, com 67,3%; e o Norte, com 70,41%.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais calcula que a decisão elimina a taxa extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh e deve baratear a conta em torno de 2% frente a setembro. Para a Fiemg, o fim do acréscimo favorece a competitividade da indústria e tira peso do custo da energia no orçamento doméstico.

Para Walter Fróes, presidente da CMU Comercializadora de Energia, os reservatórios estão em situação confortável na comparação com outros anos, e parte desse volume se deve ao curtailment, a restrição de geração de outras fontes. Ele também conta com chuvas suficientes para retomar a entrada de clientes no mercado livre de energia no varejo.

Se a chuva se confirmar, a tendência é a bandeira verde permanecer até o primeiro trimestre do ano que vem. A Cemig ressalva que a ausência de cobrança adicional não deveria estimular o consumo, e que o período úmido ainda precisa ser acompanhado de perto por causa de eventuais efeitos do El Niño no fim do ano.

Imagem: Kelly Martin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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