Aranha-caranguejeira não tem veneno: picada dói, mas não há risco de vida
Mito da aranha perigosa faz gente removê-la do habitat; animal controla insetos e outros predadores, e Brasil tem 300 das 900 espécies catalogadas

- Caranguejeira não tem peçonha: a picada dói e pode dar náuseas, mas não há risco de vida
- Animal se defende lançando pelos urticantes que irritam pele e olhos
- Brasil abriga 300 das 900 espécies de caranguejeiras catalogadas no mundo
A aranha-caranguejeira não é capaz de envenenar ninguém: o animal não produz peçonha, ou seja, não injeta substância que coloque a vida de uma pessoa em risco, apesar do susto que sua aparência grande costuma provocar, segundo matéria da CNN Brasil publicada nesta quarta-feira (7).
Aí o desconforto: como as quelíceras — as presas do aracnídeo — são enormes, a perfuração é puramente mecânica e dói bastante, podendo deixar a vítima enjoada. Ainda assim, não há toxicidade letal envolvida, resume o texto.
Antes de qualquer troca de fisgada, a caranguejeira tenta assustar de outro jeito: cospe no ar os pelos urticantes que cobrem o corpo. Eles se espalham pelo entorno e irritam pele e olhos de quem estiver por perto, sejam predadores ou gente distraída — o principal escudo do bicho, diz a reportagem.
Longe de ser um problema, o bicho trabalha de graça no controle da fauna: a mesa dele inclui insetos grandes, lagartas, morcegos pequenos e passarinhos, o que segura a proliferação dessas espécies, aponta a CNN Brasil.
O mundo cataloga cerca de 900 espécies de caranguejeiras, e o Brasil sozinho abriga 300 delas. Para o veículo, essa riqueza é o principal argumento contra a remoção sem motivo das aranhas.
Imagem: Flavinharn / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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