Arábia Saudita tem poucas opções para reagir aos houthis após ataque a Riad, diz análise
Depois do ataque ao aeroporto de Riad, que deixou ao menos 13 mortos, o reino pesa os custos de uma guerra terrestre no Iêmen, segundo análise da CNN Brasil.
O texto é uma análise e traz avaliações atribuídas à CNN Brasil e a comentaristas.

- O ataque ao aeroporto de Riad, no fim de semana, deixou ao menos 13 mortos e foi o mais letal em solo saudita em mais de uma década.
- Até agora, a Arábia Saudita limitou sua atuação no Iêmen ao apoio aéreo, sem grandes contingentes de tropas em terra.
- O grupo rebelde diz que vai intensificar os ataques e mirar estruturas essenciais da Arábia Saudita.
A Arábia Saudita precisa decidir como responder à intensificação das investidas dos houthis, rebeldes iemenitas que têm o respaldo do Irã, sem se envolver em uma guerra ainda mais custosa. A avaliação consta de uma análise da CNN Brasil publicada nesta segunda-feira (12), depois de um ataque com mísseis ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, no fim de semana, que deixou ao menos 13 mortos.
Segundo o texto, foi o ataque mais letal em território saudita em mais de uma década. Na semana anterior, o reino havia lançado uma grande ofensiva em apoio às forças do governo iemenita que combatem os houthis, mas os rebeldes mantiveram suas posições e aumentaram os ataques contra os sauditas. O grupo promete ampliar as ofensivas e atingir infraestruturas críticas do país, o que também elevaria os custos para a economia global.
A CNN afirma que a escalada é cada vez mais vista como um desdobramento do conflito entre o Irã e os Estados Unidos, e que os houthis se inspiram na estratégia iraniana nessa disputa. Há ainda divergências antigas com Riad, ligadas à guerra de cerca de uma década conduzida pelos sauditas no Iêmen, à qual a análise associa a pior crise humanitária do mundo.
Depois de 11 anos tentando conter os rebeldes com operações militares e negociações, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman e o irmão dele, o ministro da Defesa Khaled bin Salman, têm poucas alternativas, de acordo com a análise. Os houthis firmaram domínio sobre grandes cidades e buscam tomar outras, como Taiz. O comentarista de política saudita Ali Shihabi disse à CNN que a ameaça precisa ser resolvida em definitivo e que muito depende do desempenho das forças iemenitas em campo, que contam com amplo apoio aéreo do reino.
Até agora, os sauditas restringiram sua participação em grande parte a esse apoio aéreo, sem enviar grandes contingentes de tropas. Segundo a análise, ainda não está claro se a estratégia será mantida depois do ataque a Riad. Mandar muitos soldados poderia arrastar o reino para uma guerra terrestre longa e cara, em terreno acidentado, e abalar a imagem de estabilidade que Mohammed bin Salman busca para atrair investimentos e turismo.
Os houthis surgiram, há menos de duas décadas, como um pequeno grupo ligado à renovação religiosa. Com o respaldo do Irã, passaram a usar mísseis balísticos e a alcançar alvos distantes, como Tel Aviv. O governo iemenita acusa o grupo de trabalhar com especialistas da Guarda Revolucionária iraniana para modificar mísseis e torná-los mais eficazes.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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