Sofia Favero, deputada trans eleita pelo PSol em SP, defende elevar o debate político
Segunda mulher trans eleita para a Assembleia paulista teve 407 mil votos e promete atuar em segurança das mulheres, apoio a universitários e saúde de pessoas trans.

- Sofia Favero (PSol) teve 407 mil votos e é a segunda mulher trans eleita para a Alesp.
- Ela promete propor licença remunerada para vítimas de violência doméstica e menos impostos nos restaurantes universitários.
- O PSol foi, depois do PL, o partido que mais ganhou cadeiras na Assembleia paulista.
A psicóloga Sofia Favero (PSol), eleita deputada estadual em São Paulo com 407 mil votos, disse em entrevista ao Metrópoles que o resultado mostra que a campanha conseguiu "furar a bolha" da comunidade LGBTQIAPN+. Ela é a segunda mulher trans eleita na história da Assembleia Legislativa paulista (Alesp) e foi apadrinhada por Erika Hilton (PSol).
Sofia vai dividir a Alesp com Eduarda Campopiano (PL), que, segundo o Metrópoles, dirigiu uma fala transfóbica a Hilton assim que o resultado saiu. A deputada eleita afirma ter recebido a notícia com tristeza e questiona o foco em ataques. "A gente precisa edificar o debate político no Brasil", diz.
Para ela, a extrema-direita se aproveita da dificuldade que o brasileiro "muitas vezes tem" de lidar com o diverso para fazê-lo votar contra os próprios interesses. Criada em família evangélica, a sergipana que se mudou para São Paulo diz que o discurso do bolsonarismo contraria o Evangelho.
Entre as prioridades do mandato, Sofia cita a segurança das mulheres, o apoio a estudantes universitários e o cuidado com a população LGBT. Ela pretende propor uma licença remunerada para mulheres vítimas de violência doméstica, a redução de impostos nos restaurantes universitários e o reforço do acompanhamento multiprofissional a pessoas transgênero.
A deputada também se referiu à série "O Conto da Aia" ao afirmar que São Paulo não vai viver esse cenário, em que mulheres não têm direitos. A bancada do PSol na Alesp terá ainda Paula da Bancada Feminista, Ediane Maria, Mônica Seixas, Luiza Erundina, Mariana Conti, Débora Camilo e Carlos Giannazi. Depois do PL, o PSol foi o partido que mais aumentou o número de cadeiras na Casa.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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