Pular para o conteúdo
domingo, 11 de outubro de 2026
AGORA
  1. Advogada com 2 milhões de seguidores conta que foi vítima de casamento infantil
  2. Técnico do River-PI elogia Everton Heleno e descarta marcação individual na final
  3. CMN veta compra de créditos judiciais sem decisão final por fundos FIDC
  4. Estudo dos EUA liga vacina do herpes-zóster a risco menor de demência em idosos
  5. Perseverance acha concentração incomum de rochas claras que podem vir do interior de Marte
  6. Pesquisa aponta que divulgação tardia afasta o público das salas de cinema nacional
  7. Paysandu cobra a CBF e chama de xenofóbica fala de locutor em jogo suspenso em Brusque
  8. Câncer de mama: risco sobe após os 50 anos e 51% dos casos no SUS são achados tarde
Eleições 2026 Segundo Turno

Samuel Pessôa avalia que desafio de Flávio é governar como 'direita normal'

Em entrevista à BBC, pesquisador do Ibre/FGP e do BTG diz que o candidato do PL tem vantagem na coalizão com o Congresso, mas há duas incógnitas na frente dele.

Compartilhar
Em 30 segundos
  • Samuel Pessôa diz que o desafio de Flávio é administrar o presidencialismo de coalizão sem dissintonia com o Congresso.
  • O economista aponta como incógnitas a gestão do governo e o capital político gasto na libertação de Jair Bolsonaro.
  • Ele estimou em R$ 420 bilhões o gasto adicional no quadriênio com valorização do salário mínimo e reindexação dos pisos.

O economista Samuel Pessôa, pesquisador associado do Ibre/FGP e do BTG Pactual, avaliou que o principal desafio de Flávio Bolsonaro, caso seja eleito, seria conduzir um governo de direita dentro das regras do presidencialismo de coalizão brasileiro. A conversa com a BBC News Brasil aconteceu em duas rodadas: na quinta-feira (1º), diante da disputa, e nesta terça (6), com o candidato do PL já à frente da apuração.

Na leitura dele, um governo de direita normal geriria a coalizão segundo o que a ciência política descreve no livro-texto, com programa comum e poder repartido entre os partidos aliados. Pessôa afirmou que Flávio teria vantagens nesse ponto por dividir a orientação com a bancada média do Legislativo. As dúvidas que restam, segundo o pesquisador, são duas: se o candidato de fato fará essa condução e quanto do capital político acumulado na campanha seria gasto com a libertação do pai.

Sobre o mercado financeiro, Pessôa disse que a reação ao resultado foi positiva porque a avaliação é que um governo Flávio teria disposição para acelerar o equilíbrio das contas, origem dos juros extremamente altos que o país carrega. Ele também opinou que uma vitória de Lula faria a situação piorar no mercado e levaria o presidente — a quem chamou de pragmático — a montar um plano de ajuste, ainda que suave.

O economista estimou, em conta feita com um colega, um gasto adicional da ordem de R$ 420 bilhões no quadriênio, decorrente da volta da valorização do salário mínimo e da reindexação dos pisos. Ele defendeu mudanças na forma de escolher os ministros do Supremo Tribunal Federal e classificou os juros altos como estruturais. Sobre se a vitória eleitoral seria praticamente irreversível, preferiu não se pronunciar, argumentando que não é cientista político.

E você, o que achou?

0 reações
0% concordam 0% discordam

Sua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.

Como cada veículo contou

O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.

Origem
  • Internacional 1
Linha editorial

Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.

Como classificamos as fontes
  1. BBCInternacional 'Desafio de Flávio é ser presidente de direita normal', avalia economista Samuel Pessôa
Como fazemos as notícias

Mais em Eleições 2026