Padilha chama de “farsa” relatos de Vorcaro sobre propina em fundos de pensão
Ministro da Saúde diz que o episódio foi armado por Flávio Bolsonaro e aliados; segundo a Veja, PGR e PF deixaram de lado a proposta de delação do dono do Master.
As acusações constam de proposta de delação rejeitada pela PGR e são negadas por Padilha.

- Padilha chamou de “farsa” as alegações de Vorcaro sobre propina ligada a fundos de pensão.
- O ministro atribui o episódio a uma armação de Flávio Bolsonaro e aliados.
- Segundo a Veja, PGR e PF deixaram de lado o material de Vorcaro por falta de provas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), rebateu neste sábado (10) as acusações atribuídas a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e as chamou de “farsa”. Segundo o Poder360, a resposta vale para a proposta de delação premiada do banqueiro, que cita Padilha num suposto esquema de cobrança de propina, e também para o áudio divulgado pela Veja, em que Vorcaro diz ter repassado dinheiro “por fora” a um documentário sobre Lula.
Falando a jornalistas em Belo Horizonte, Padilha afirmou que o caso foi montado pela oposição. Na avaliação dele, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o grupo do parlamentar tentam levar ao governo as suspeitas sobre as próprias relações com Vorcaro. “Foi uma farsa montada ontem”, declarou o ministro, que chamou Flávio de “mentiroso contumaz” e citou outras suspeitas envolvendo o senador, como rachadinhas no antigo gabinete.
A Veja publicou na sexta-feira (9) informações da proposta de colaboração premiada de Vorcaro, que a PGR rejeitou. No documento, o banqueiro diz que Padilha integrava um grupo que cobrava 10% dos recursos captados pelo Master junto a fundos de pensão ligados ao governo. Nessa versão, Padilha, na época à frente da Secretaria de Relações Institucionais, teria aberto portas junto a dirigentes de fundos de pensão, entre eles os da Petros (Petrobras) e do Postalis (Correios).
De acordo com a revista, o grupo queria viabilizar R$ 10 bilhões em aportes no banco e receber até R$ 1 bilhão em propinas, e Vorcaro afirma ter pago R$ 500 mil de adiantamento. Padilha nega as afirmações. A Veja informa ainda que PGR e PF deixaram o material de lado, por falta de provas.
O Poder360 diz ter tido acesso a áudios e mensagens obtidos pela PF na Operação Compliance Zero. Os registros do celular de Vorcaro incluem mais de 450 mensagens e 180 ligações com Júlio Cezar, consultor de Goiânia apontado como intermediário junto aos fundos. A aproximação teria começado em fevereiro de 2024, e o banqueiro relata ter se reunido com o ministro, no Planalto, em 1º de março daquele ano.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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