PSOL fica abaixo da cláusula de barreira mesmo com candidatos muito votados
Federação PSOL/Rede passou do percentual nacional de votos, mas atingiu o mínimo estadual em só oito estados, segundo o g1; o partido perde fundo e tempo de TV.

- A federação PSOL/Rede superou o percentual nacional de votos, mas atingiu o mínimo estadual em só oito estados.
- Sem a cláusula de barreira, o partido perde Fundo Partidário e tempo gratuito de rádio e TV.
- Segundo o g1, o PL elegeu 21 deputados em Minas Gerais, com votos mais bem distribuídos entre os candidatos.
O PSOL ficou de fora da cláusula de barreira na eleição para a Câmara dos Deputados, segundo reportagem do g1 publicada nesta segunda-feira (12). A federação PSOL/Rede superou o percentual nacional de votos exigido, mas alcançou o mínimo estadual em apenas oito estados. Sem cumprir a regra, o partido perde acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de rádio e TV.
A cláusula exige que a legenda eleja 13 deputados distribuídos por nove estados ou alcance 2,5% do total de votos para deputado federal, com ao menos 1,5% em cada um de nove estados. O g1 explica que a perda do dinheiro público repassado às siglas e da propaganda gratuita restringe a existência e o crescimento do partido.
De acordo com o g1, nomes como Erika Hilton e Sâmia Bomfim, em São Paulo, e Jones Manoel, em Pernambuco, tiveram votações significativas, mas não levaram colegas à Câmara, porque os demais candidatos não chegaram ao patamar mínimo para se eleger. No Distrito Federal, o deputado distrital Fábio Felix foi o mais votado para a Câmara e, ainda assim, o partido não elegeu outro nome. A reportagem afirma que ele alcançou sozinho o total de votos que a federação precisaria somar em conjunto, mas que a falta de distribuição dos votos pesou.
O g1 compara o cenário ao do PL em Minas Gerais, onde a votação expressiva de Nikolas Ferreira ajudou o partido a conquistar 21 vagas no estado. Segundo a reportagem, mesmo com votos concentrados nele, os demais candidatos da sigla somaram o suficiente para atingir o mínimo necessário. O professor Frederico Bertholini, de ciência política da UnB, avalia que o resultado indica melhor organização do PL nas disputas proporcionais.
Sâmia Bomfim, reeleita, disse ao g1 que é difícil traçar estratégias quando o voto é motivado mais por opinião do que por máquina, território ou aparato. Bertholini avalia que, para Fábio Felix, a votação é um resultado pessoal positivo, mas parcial, e que indica a necessidade de planejamento.
Imagem: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
E você, o que achou?
0 reaçõesSua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.
Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Tradicional 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
