Pillay reage com incredulidade ao Nobel da Paz e brinca sobre dividir prêmio com Trump
Vídeo mostra a jurista sul-africana aplaudida por colegas em Nuremberg; presidente do comitê diz que ainda não conseguiu falar com ela por telefone.
As falas citadas foram relatadas por um único veículo, que as traduziu para o português.

- Navi Pillay reagiu com incredulidade ao saber do Nobel da Paz durante evento em Nuremberg.
- Ela brincou que poderia dividir o prêmio com Donald Trump se os colegas aplaudissem mais.
- O presidente do comitê disse que ainda não conseguiu falar com ela por telefone.
A jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay reagiu com incredulidade ao saber que ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2026. Ela estava em um evento no tribunal de Nuremberg onde, 80 anos atrás, ocorreram os célebres julgamentos, quando colegas a aplaudiram e a cumprimentaram. A cena foi gravada e publicada nesta sexta-feira (9) no X por Agnès Callamard, secretária-geral da Anistia Internacional, segundo a CNN Brasil.
No vídeo, Pillay pergunta se a notícia é verdadeira. Ela contou que achou se tratar de uma brincadeira, até que alguém presente confirmou que a imprensa já havia divulgado o resultado. Em seguida, fez um discurso improvisado de agradecimento.
Em tom de piada, a jurista afirmou que o prêmio poderia ser repartido com Donald Trump, presidente dos EUA, caso os colegas seguissem aplaudindo por mais um pouco. A CNN Brasil interpreta a fala como uma alfinetada na vencedora anterior, a venezuelana María Corina Machado. Pillay também valorizou estar cercada de pessoas que atuam na área de direitos humanos.
Ela citou ainda o trabalho mais recente sobre a Faixa de Gaza. De acordo com Pillay, o último compromisso antes da notícia foi apresentar um relatório que enquadra como genocídio a situação em Gaza. Sobre a menção do Comitê Nobel à sua coragem, a jurista questionou por que seria preciso coragem para dizer a verdade, já que quem julga interpreta a lei e examina todos os fatos.
Jørgen Watne Frydnes, que preside o comitê responsável pelo prêmio, disse em entrevista coletiva nesta sexta-feira que a equipe ainda não havia conseguido falar com a premiada. "Se você vir uma ligação de um número norueguês, por favor, atenda", pediu, na tradução da CNN Brasil.
O comitê justificou a escolha pelos esforços de Pillay em favor da paz e do direito internacional. Frydnes afirmou que o sistema de direito internacional está sob enorme pressão e que suas instituições vêm sendo atacadas. Segundo a CNN Brasil, a vencedora foi aliada de Nelson Mandela contra o apartheid, participou de investigações sobre o genocídio de Ruanda e denunciou abusos cometidos por Israel contra palestinos na guerra em Gaza.
Imagem: United States Mission Geneva / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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