Consumo de eletricidade deve crescer 3,4% ao ano até 2036, prevê plano
PDE 2036 coloca eletromobilidade, data centers e hidrogênio renovável como os motores da demanda, que chega a 979 TWh.
Plano está em consulta pública e pode mudar.

- PDE 2036 prevê consumo de eletricidade de 979 TWh, com crescimento médio de 3,4% ao ano.
- Eletromobilidade salta de um patamar de 1 TWh em 2026 a 15 TWh ao longo de dez anos.
- Data centers multiplicam por dez o consumo e chegam a 30 TWh até 2036.
Nesta quinta-feira (8), o governo abriu para consulta pública o PDE 2036, plano que projeta o consumo de eletricidade no país crescendo em média 3,4% ao ano até 2036, quando a demanda chegaria a 979 TWh.
Elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o estudo aponta três vetores que puxam a demanda: eletromobilidade, data centers e produção de hidrogênio renovável.
Na eletromobilidade, a projeção aponta salto a 15 TWh em dez anos, partindo de 1 TWh em 2026, o que equivale a 9,4 TWh de veículos leves, 4,6 TWh de ônibus urbanos e 0,7 TWh de caminhões. O plano credita o avanço à queda no preço dos carros elétricos e à expansão da rede de recarga.
O movimento já aparece nos números: em agosto, os veículos elétricos responderam por 24,4% dos emplacamentos no país, com 25,9 mil unidades 100% elétricas vendidas, segundo a Anfavea. A frota de eletrificados passa de 580 mil veículos, a maior da América Latina, com alta de 193% na comparação anual, segundo dados da Olacde.
Os data centers entram com dez vezes mais consumo até 2036, saindo de 3 TWh para 30 TWh, enquanto aguardam a regulamentação do Redata para decidir investimentos. O hidrogênio aparece depois: o plano estima demanda de 3 TWh a partir de 2031, pelo prazo maior de desenvolvimento dos projetos.
A projeção aparece enquanto a COP31, na Turquia, encaminha a discussão sobre eletrificação das economias. Na mesma semana, GRA e Olacde firmaram memorando de cooperação em renováveis na América Latina. A meta, contou Bruce Douglas, que comanda a GRA, é trocar boas práticas e exemplos de políticas entre países — ele falou à Agência Eixos.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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