Brasil sobe ao 8º lugar em teste global de conhecimento sobre privacidade digital
Levantamento anual da NordVPN ouviu mais de 23 mil pessoas em 167 países; o país somou 44 pontos, mas ficou abaixo da média mundial em inteligência artificial.
O levantamento foi produzido por uma empresa que vende serviços de privacidade online.

- O Brasil marcou 44 pontos e subiu da 10ª para a 8ª posição no teste da NordVPN.
- Apenas 2% dos brasileiros acertaram como usar Wi-Fi público com segurança.
- Na identificação de conteúdo manipulado, o acerto brasileiro foi de 46%, contra 50% da média global.
O Brasil aparece na 8ª posição entre os países cujos moradores mais dominam temas de segurança digital e privacidade online, com 44 pontos, segundo o National Privacy Test 2026, pesquisa anual da empresa de serviços de rede NordVPN. O levantamento ouviu mais de 23 mil pessoas em 167 países, com perguntas sobre hábitos digitais, proteção de dados e riscos na internet. Na edição do ano passado, o país estava em 10º lugar.
A liderança deste ano ficou com Singapura, que somou 52 pontos, seguida pela Polônia, com 51. Alemanha e Finlândia dividiram a terceira colocação, com 50 pontos cada.
Entre os brasileiros, os melhores resultados vieram de práticas já consolidadas: 95% souberam apontar como se cria uma senha forte, 89% entenderam que tipo de conteúdo fica visível para seguidores em redes sociais e 85% identificaram quais empresas podem coletar dados de navegação. Outros 64% reconheceram a importância de manter aplicativos atualizados, seis pontos percentuais acima da média global, e 62% sabiam que a Meta recolhe informações até de quem não tem conta em suas plataformas, dois pontos acima da média.
Os piores desempenhos apareceram nas perguntas mais práticas. Apenas 2% responderam corretamente sobre como usar redes de Wi-Fi público com segurança, 5% mostraram saber administrar as permissões concedidas a aplicativos e 8% acertaram questões de privacidade no uso de ferramentas de inteligência artificial no trabalho. Para Marijus Briedis, diretor de tecnologia da NordVPN, o resultado indica a distância entre perceber o risco e conhecer a medida que de fato o reduz: a pergunta, disse ele à CNN Brasil, exige "distinguir diferentes tecnologias".
No eixo sobre inteligência artificial e deepfakes, os brasileiros ficaram atrás do restante do mundo. Menos da metade, 46%, identificou corretamente quando um conteúdo havia sido produzido ou manipulado, contra 50% da média global. Em situações de golpe com uso de IA, o acerto brasileiro foi de 64%, enquanto a média mundial chegou a 74%.
A maior parte dos entrevistados no Brasil, 58%, entrou na faixa que a pesquisa chama de usuários com noções básicas de privacidade, mas que ainda erram em situações comuns. Só 2% alcançaram o nível mais alto da classificação.
Imagem: Ekrbss / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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