Após ato pró-Lula na Paulista, PM fecha duas estações de Metrô na dispersão
Manifestação organizada por entidades de educação e ciência reuniu Lula, Alckmin e governadores do PT, e o presidente citou quatro prioridades para um novo mandato.
A PM atribui o fechamento das estações a depredação e tumulto; o balanço das ocorrências não foi detalhado.

- Lula participou de ato na Paulista organizado por entidades de educação e ciência e citou quatro prioridades para um novo mandato.
- A PM informou que fechou as estações Trianon-Masp e Paulista do Metrô na dispersão, por ocorrências de depredação e tumulto.
- O presidente criticou decisões da Justiça Eleitoral e disse que seus advogados vão recorrer.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste domingo (11) de um ato político na avenida Paulista, em São Paulo, que o Poder360 descreveu como lotado. A manifestação foi organizada por entidades das áreas de educação e ciência, como UNE, UBES, ANPG, SBPC e Academia Brasileira de Ciências. As organizações pediram verbas públicas para ensino e pesquisa, melhores condições para docentes e pesquisadores e respeito à autonomia das universidades.
Segundo o Poder360, estiveram no ato o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os governadores reeleitos Elmano de Freitas (CE), Jerônimo Rodrigues (BA) e Rafael Fonteles (PI), todos do PT. As deputadas federais Erika Hilton e Sâmia Bomfim, do Psol, e Luna Zarattini, do PT, também foram aplaudidas pela militância.
No discurso, Lula pediu que seus apoiadores conversem com os eleitores que não foram às urnas no primeiro turno. Ele disse que quase 30 milhões de pessoas deixaram de votar, somando abstenções e quem não é obrigado a votar. Sobre um eventual novo mandato, o presidente listou quatro metas: a revolução tecnológica, a indústria digital, a transição energética e a reforma da segurança.
Lula também criticou decisões da Justiça Eleitoral que, na avaliação dele, são tendenciosas contra a sua candidatura, e afirmou que seus advogados vão recorrer. De acordo com o Metrópoles, ele demonstrou revolta com a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro (PL) e mandou a Meta suspender o canal de WhatsApp "Exército do Lula", criado pelo deputado André Janones.
Na dispersão, a Polícia Militar informou ter bloqueado entradas e saídas das estações Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, e Paulista, da Linha 4-Amarela do Metrô. A corporação atribuiu a medida a ocorrências de depredação e tumulto. Na estação Consolação, segundo a PM, houve grande fluxo de passageiros e atritos com funcionários, e a situação já estava controlada quando o Metrópoles publicou a informação.
Apoiadores do presidente também se mobilizaram em outras cidades, como Campinas e Belo Horizonte, segundo o Poder360.
Imagem: Jcornelius / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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