Alckmin diz em ato com Lula que “São Paulo não quer ditadura” e critica Flávio Bolsonaro
Em evento na capital paulista, o vice-presidente citou os estudantes do MMDC, disse que o filme Dark Horse seria o “cavalo da mentira” e ligou o senador a Daniel Vorcaro.

- Alckmin disse, em ato com Lula em São Paulo, que o estado “não quer ditadura”.
- O vice disse que o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, seria o “cavalo da mentira” e citou relações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.
- Os estudantes citados foram baleados em 1932 e deram origem à sigla MMDC.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou neste domingo (11) que o estado de São Paulo “não quer ditadura”. A fala veio durante evento ao lado do presidente Lula (PT), na capital paulista, e integrou uma série de críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, segundo o Poder360.
Alckmin disse que o ídolo dos paulistas não é o coronel Ustra e apontou como referências os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, mortos em 1932. Ele afirmou ainda que São Paulo “deu a vida pela Constituição” e repetiu que ninguém vai rasgar a Carta Magna.
O vice também comentou o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL), que disse ser o “cavalo da mentira”. De acordo com o Poder360, a fala foi uma crítica ao que Alckmin atribui a relações financeiras entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Até a publicação da matéria, a resposta do senador não constava no texto.
Os quatro nomes lembrados por Alckmin são de jovens atingidos por tiros em maio de 1932, na capital paulista, num confronto que antecedeu a Revolução Constitucionalista, durante o Governo Provisório de Getúlio Vargas. Segundo a Prefeitura de São Paulo, manifestantes atacaram jornais favoráveis a Vargas e simpatizantes do governo responderam a tiros. Três estudantes morreram naquela noite, e o quarto, em 28 de maio.
As iniciais dos quatro nomes deram origem à sigla MMDC, que batizou uma entidade civil criada em apoio à Revolução Constitucionalista, deflagrada em 9 de julho de 1932. Os paulistas pediam uma nova Constituição e eleições. O movimento terminou em outubro do mesmo ano, com a derrota diante das forças federais.
Imagem: Vice-Presidência da República (VPR) / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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