Jovens do movimento Barata voltam às ruas da Índia e pedem saída do chefe eleitoral
Segundo a imprensa local, 7.000 manifestantes foram detidos e liberados no sábado; o líder Abhijeet Dipke foi solto no domingo sob a condição de não perturbar a ordem por um ano.
A fala de Abhijeet Dipke foi traduzida livremente do inglês.

- Milhares de jovens do CJP protestaram em Mumbai e Nova Délhi e pediram a saída do chefe da Comissão Eleitoral.
- Segundo a imprensa local, 7.000 pessoas foram detidas e liberadas no sábado, e centenas foram detidas no domingo.
- O líder Abhijeet Dipke foi solto sob a condição de não perturbar a ordem pública por um ano, segundo a polícia.
Milhares de jovens do movimento Partido do Povo Barata (Cockroach Janta Party, CJP) foram às ruas de Mumbai e Nova Délhi, na Índia, neste fim de semana, para exigir a renúncia da principal autoridade eleitoral do país, informou a BBC News Brasil. Os atos formam uma nova onda de protestos do grupo.
O CJP é um grupo de sátira política conduzido por jovens da Geração Z na Índia. Ele surgiu em maio, depois que o presidente do Supremo Tribunal da Índia usou o termo "barata" para descrever jovens desempregados que atuam no jornalismo e no ativismo. Após a reação negativa, o magistrado afirmou que se referia apenas a quem tem diplomas falsos e fraudulentos.
Na época, estudantes já organizavam manifestações por reformas na educação e pela saída do então ministro da Educação, que deixou o cargo em julho. Agora, o CJP, que não está registrado como partido, defende reformas eleitorais a poucos meses de eleições estaduais consideradas cruciais. Eles querem a saída de Gyanesh Kumar, que chefia a Comissão Eleitoral, e alegam manipulação nas listas de eleitores, acusação que o órgão rejeita.
Com partidos de oposição, os manifestantes afirmam que a atualização das listas é tendenciosa. A Comissão Eleitoral e o governo negam e dizem tratar-se de uma ação de rotina para retirar eleitores mortos, duplicados ou inelegíveis.
Milhares de agentes de segurança foram enviados aos locais dos atos, e estradas foram bloqueadas com barricadas. Segundo relatos da imprensa local, 7.000 manifestantes foram detidos no sábado (10) e depois liberados, e outras centenas foram presas no domingo (11). Abhijeet Dipke, que iniciou o movimento, e outros líderes foram detidos ao chegar a Nova Délhi e libertados no domingo cedo por decisão de um tribunal de primeira instância. A polícia diz que a decisão exige que eles não perturbem a ordem pública durante um ano. Dipke afirmou que o grupo seguirá firme, sem recuar diante de intimidação, e, no X, chamou o primeiro-ministro Narendra Modi de vergonha para a Índia (tradução livre).
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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