Terremoto no Panamá tem mais de 80 réplicas, uma delas acima de magnitude 6,0
Sequência de abalos após o tremor de 7,7 de sexta-feira (9) pode durar de semanas a anos; o terremoto principal deixou ao menos 27 feridos, segundo o g1.
O balanço de feridos e de réplicas pode mudar nas próximas horas.

- O terremoto de 7,7 no Panamá foi seguido por mais de 80 réplicas, uma delas com magnitude acima de 6,0.
- O abalo principal deixou ao menos 27 feridos e danificou estradas e edifícios, sobretudo no centro do país.
- Segundo o USGS, as réplicas são mais frequentes nas primeiras horas e dias e não têm prazo fixo para terminar.
O abalo de 7,7 de magnitude que sacudiu o Panamá na sexta-feira (9) já teve mais de 80 réplicas, de acordo com dados divulgados neste sábado (10) e reunidos pelo g1. Pelo menos um desses abalos posteriores passou de 6,0 de magnitude, intensidade suficiente para causar novos estragos em regiões que já tinham sido atingidas.
O tremor principal deixou ao menos 27 feridos, derrubou construções e danificou estradas e edifícios. Os maiores prejuízos foram registrados no centro do país, mas o abalo também foi sentido na capital, que fica a uma distância aproximada de 200 quilômetros do epicentro.
Segundo o g1, uma sequência de réplicas é comum depois de terremotos de grande porte e pode durar de semanas a anos. A explicação é que o ajuste das rochas no subsolo pode seguir em andamento depois do primeiro tremor.
Um terremoto resulta da liberação brusca da energia que se acumula nas rochas, geralmente em falhas geológicas. O tremor principal modifica o equilíbrio de forças em torno da falha, e outros trechos da região podem então se deslocar, o que produz as réplicas. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) descreve esses abalos como parte do reajuste das rochas depois da ruptura inicial.
Em geral, as réplicas são mais fracas que o abalo principal, mas isso não as torna inofensivas: um tremor menor ainda pode derrubar estruturas já fragilizadas, causar deslizamentos e ampliar os prejuízos. Mais raramente, um terremoto é seguido por outro mais forte, e nesse caso o primeiro passa a ser tratado como abalo precursor. Por isso, a quantidade de réplicas, sozinha, não indica que um novo terremoto de grande porte esteja próximo.
De acordo com o USGS, o número de réplicas costuma ser maior logo após o terremoto principal, nas primeiras horas e dias, e cai com o passar do tempo. Não há prazo definido para o fim da sequência.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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