Presidente do TSE manda suspender no WhatsApp o canal "Exército do Lula"
Nunes Marques atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. O canal, coordenado por André Janones, saltou de 50 mil para perto de 2 milhões de inscritos em dois dias.
A informação foi publicada pelo g1 como reportagem em atualização.

- O presidente do TSE, Nunes Marques, determinou a suspensão do canal "Exército do Lula" no WhatsApp.
- O pedido partiu da campanha de Flávio Bolsonaro, e o canal é coordenado pelo deputado eleito André Janones.
- Segundo o ministro, o problema é a divulgação coordenada de conteúdos que o STF já considerou falsos.
O ministro Kassio Nunes Marques, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou suspender o canal "Exército do Lula", no WhatsApp. A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o g1. A reportagem original informa que o texto está em atualização.
O canal é coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG). De acordo com o g1, o número de seguidores saltou de 50 mil para perto de 2 milhões em apenas dois dias após o encerramento do primeiro turno. Criado para distribuir áudios, vídeos e instruções a quem apoia o presidente Lula (PT), o canal passou a ser alvo do pedido da campanha adversária.
Segundo o g1, Nunes Marques escreveu que o debate não é sobre mobilizar apoiadores, fazer críticas políticas ou usar as redes sociais para pedir votos. Para ele, a questão é outra: valer-se de uma estrutura que atinge milhões de pessoas para espalhar, de modo coordenado, conteúdos que o Supremo Tribunal Federal (STF) já classificou como falsos.
O ministro citou também a orientação dada aos seguidores sobre como contornar as barreiras de proteção que o próprio aplicativo diz ter. O pedido de suspensão partiu da campanha do adversário de Lula.
Imagem: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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