Diretor de residência para pessoas com deficiência é condenado a 15 anos na Coreia do Sul
Tribunal de Seul condenou, no início do mês, o diretor da unidade estatal de Incheon por abusos sexuais contra moradoras. Ele recorre, e o fechamento da casa foi solicitado.
O texto trata de violência sexual contra pessoas com deficiência.

- O diretor de uma residência estatal em Incheon foi condenado a 15 anos de prisão e recorre.
- A polícia identificou ao menos três vítimas, e a Justiça considerou confiável o testemunho de todas.
- O fechamento da unidade, que abriga cerca de 33 moradores, foi solicitado.
Um tribunal de Seul condenou, no início de outubro, o diretor de uma residência assistida estatal para pessoas com deficiência intelectual a 15 anos de prisão por abusos sexuais contra moradoras. Identificado apenas pelo sobrenome, Kim, ele recorre da decisão, segundo reportagem da BBC reproduzida pelo g1.
A residência, chamada Saekdongwon, fica em Incheon, a oeste da capital, e é totalmente subsidiada pelo Estado. Ainda abriga cerca de 33 moradores, mas o caso levou ao pedido de fechamento da unidade e levantou questionamentos sobre o atendimento do Estado às pessoas com deficiência.
Uma das vítimas, hoje na casa dos 40 anos, tem deficiência intelectual e se comunica por gestos e palavras breves. Ela foi morar no local em 2016 e, por meio da advogada, relata que os abusos começaram logo depois e que não havia adulto a quem pudesse recorrer. A instituição não respondeu a essa declaração.
O caso veio à tona em fevereiro de 2025, quando ela sofreu um ferimento na cabeça. A mulher conta que bloqueou com as mãos uma tentativa de abuso e o diretor atirou um copo contra ela. A advogada disse à Justiça que a mãe só foi avisada depois dos pontos no hospital e que a instituição negou as imagens das câmeras, alegando não ter autorização para liberá-las.
A mãe retirou a filha do local e, ao saber que ela não voltaria, a mulher revelou os abusos, que a família levou à polícia. A investigação se estendeu a outras moradoras, e a polícia encontrou pelo menos duas outras supostas vítimas. Ainda neste mês, o tribunal considerou confiáveis os depoimentos das três mulheres. A BBC alterou os nomes das vítimas para protegê-las.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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- Tradicional 1
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