Flávio Bolsonaro aciona Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da PF
A defesa do candidato do PL afirma que Andrei Rodrigues tentou interferir na eleição ao revelar, no dia do 1º turno, apuração sobre influência dos EUA.
A notícia-crime traz acusações da defesa do candidato, citadas aqui como alegação.

- Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral com uma notícia-crime contra Andrei Rodrigues, diretor da PF.
- O candidato quer que o Ministério Público Eleitoral comande ou acompanhe a apuração e que Rodrigues seja ouvido.
- A PF arquivou a apuração preliminar sobre possível influência dos EUA por falta de elementos mínimos para abrir inquérito.
Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato ao Planalto, protocolou neste domingo (11) uma representação criminal na Justiça Eleitoral contra Andrei Rodrigues, que dirige a Polícia Federal. Segundo o Poder360, a defesa diz que o chefe da PF tentou interferir no pleito ao revelar, no dia do primeiro turno, que investigava uma possível influência dos EUA nas eleições do país.
A representação trata de uma entrevista coletiva em que Rodrigues disse que a PF recebeu um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e o enviou à diretoria de Inteligência. Na ocasião, o diretor-geral informou que havia uma apuração preliminar em curso, ainda sem inquérito formal.
A defesa sustenta que a divulgação da suspeita na data da votação favoreceu o PT do ponto de vista eleitoral. O candidato quer que o Ministério Público Eleitoral comande ou acompanhe a apuração, que sejam requisitados documentos da AGU, da PF e da Procuradoria-Geral da República e que Rodrigues seja ouvido.
O caso na PF nasceu de uma reportagem do britânico The Guardian sobre US$ 1 milhão destinado pelo governo americano a um projeto voltado a contestar decisões do Supremo Tribunal Federal. A AGU acionou as autoridades para que verifiquem eventuais irregularidades envolvendo dinheiro vindo de fora para iniciativas políticas brasileiras.
Jorge Messias, advogado-geral da União, republicou a reportagem nas redes sociais e disse haver “projetos políticos” no Brasil em busca de apoio no exterior para confrontar a República. A campanha de Flávio entendeu a publicação como uma insinuação de que o candidato participaria de algum projeto estrangeiro para influenciar o resultado da eleição.
Nunes Marques, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse na data da votação que não existiam sinais concretos de ingerência de outros países na eleição. Três dias depois, de acordo com o Poder360, a PF arquivou a apuração preliminar por entender que faltavam elementos mínimos para abrir um inquérito.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Nativo digital 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
