Documentário sobre Ney Matogrosso estreia no Festival do Rio 2026
Dirigido por Esmir Filho, "Ney por trás das máscaras" acompanha o cantor nos bastidores do desfile da Imperatriz Leopoldinense que o homenageou no Carnaval deste ano.

- "Ney por trás das máscaras" estreou no sábado (3) no Festival do Rio, fora de competição, dentro da mostra Première Brasil.
- O filme é dirigido por Esmir Filho, com codireção de Thais Guisasola, e acompanha o desfile da Imperatriz Leopoldinense de 2026.
- O documentário mostra a fazenda do cantor em Saquarema (RJ) e aborda a relação dele com a mãe, morta em março aos 103 anos.
O documentário "Ney por trás das máscaras" foi exibido pela primeira vez na noite de sábado (3), no Festival do Rio 2026: entrou fora de competição, na condição de hors concours, dentro da mostra Première Brasil. A direção é de Esmir Filho, com codireção de Thais Guisasola; o roteiro é assinado pelos dois e por João Maia.
O filme acompanha Ney Matogrosso durante os preparativos da Imperatriz Leopoldinense para o desfile que homenageou o cantor no Carnaval de 2026, com o enredo "Camaleônico". Entram no recorte o barracão, a quadra da escola, os camarins e o próprio desfile, além da convivência do artista com costureiras e outros trabalhadores da agremiação.
Fora do Carnaval, o longa registra a rotina do cantor em uma fazenda de 140 hectares de Mata Atlântica em Sampaio Correia, distrito de Saquarema, na Região dos Lagos fluminense. No local, com autorização do Ibama, Ney devolve animais silvestres à mata, e uma das cenas mostra a soltura de uma jiboia. Há ainda imagens no camarim do estádio Nubank Parque, em São Paulo, antes de um show da turnê "Bloco na rua".
Esmir Filho havia dirigido "Homem com H" (2025), cinebiografia ficcional sobre o cantor. Nos trechos de entrevista, o documentário também trata da relação de Ney com a mãe, Beita de Souza Pereira, morta em março deste ano, aos 103 anos. "Eu sou travado nessa questão emocional", diz o artista perto do fim do filme.
Na crítica publicada pelo g1, que atribuiu três estrelas ao longa, a avaliação é de que o recorte ficou amplo demais e que o cantor expõe o corpo sem abrir a intimidade emocional. O texto compara o filme a "Olho nu" (2014), de Joel Pizzini, que já havia filmado Ney Matogrosso entre palcos e matas.
Imagem: 25º Prêmio da Música Brasileira / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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