Congresso amplia emendas à MP que proíbe as bets após o primeiro turno
Até a noite desta terça eram 48 sugestões de parlamentares; uma delas retira a proibição e outra garante cuidado no SUS para quem tiver problemas com apostas.

- Congresso recebeu 48 emendas à medida provisória que proíbe as bets, com prazo adiado para 13 de outubro.
- Emenda de Bebeto (PP-RJ) retira a proibição ampla e passa a restringir a publicidade do setor.
- Outras propostas tiram as apostas esportivas da proibição e garantem tratamento no SUS para viciados.
Deputados e senadores ampliaram as sugestões de mudança na medida provisória que proíbe as apostas de azar no Brasil, assinada por Lula antes do primeiro turno. Até a noite desta terça-feira (6), o Congresso havia recebido 48 emendas. O prazo para apresentar sugestões, que seria na semana passada, foi adiado para 13 de outubro.
O adiamento foi justificado pela presidência da Mesa com o critério de participação igualitária de todos os parlamentares nas etapas legislativas, o que exigiria abrir o período depois da votação de domingo (4). A cúpula ainda não definiu o calendário nem quem assume a relatoria e a presidência da comissão mista que analisará o texto.
Entre as propostas está a do deputado Bebeto (PP-RJ), que retira a proibição ampla das bets e prevê restrições de publicidade para o setor, como no patrocínio de estádios. Ele justificou que a experiência internacional e a trajetória recente do país mostram que proibir não elimina a demanda por apostas, apenas desloca o apostador para plataformas sem autorização e sediadas no exterior.
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) apresentou emenda que determina cuidado integral no SUS para quem enfrenta problemas ligados ao jogo de apostas e também para os familiares. Outros parlamentares propuseram devolver parte do valor pago pelas empresas pela licença, tirar as apostas esportivas do alcance da proibição e criar um prazo de transição para clubes que têm contratos de publicidade com as plataformas.
A medida provisória vale por quatro meses e a Casa precisa votar o texto em até 120 dias para que se torne permanente. Hiran Gonçalves (PP-RR) e Marcos Pontes (PL-SP) assinaram a mesma proposta no Senado, enquanto os deputados Marcos Braz (PSDB-RJ), Pedro Aihara (PP-MG), Felipe Francischini (Podemos-PR) e Julio Arcoverde (PP-PI) protocolaram o pedido na Câmara — todos querendo tirar as apostas esportivas da proibição.
Imagem: Marcello Casal Jr./ABr / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)
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