Ciro Nogueira diz que ministro atribuiu fala de Lula a "princípio de esclerose"
Senador reagiu no X à declaração do presidente na Paulista e relatou telefonema de um ministro; a versão da ligação é só dele e o governo não se manifestou no texto.
O telefonema do ministro é um relato do senador Ciro Nogueira, sem confirmação de outra fonte.

- Ciro Nogueira disse no X que um ministro ligou para se desculpar por uma fala de Lula e a atribuiu a um "princípio de esclerose".
- A fala de Lula foi num ato na Paulista, ao apresentar o governador Rafael Fonteles, e dizia que ele pôs fim à carreira política de Ciro.
- O ministro não é identificado, e a versão da ligação parte apenas do senador, que perdeu a reeleição ao Senado em 4 de outubro.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) reagiu neste domingo (11) a uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) feita em São Paulo, em ato de campanha na Paulista. Em publicação no X, o parlamentar afirmou que um ministro do governo telefonou para pedir desculpas e explicou o episódio com um "princípio de esclerose" do presidente.
Segundo o relato de Ciro, publicado pelo Poder360, o ministro justificou a fala de Lula por esse motivo, e o senador comentou que achava que o interlocutor tinha razão. A reportagem não identifica o ministro, e a versão da ligação parte apenas do próprio senador. O texto também não traz manifestação do governo sobre o que foi dito.
A declaração que motivou a resposta ocorreu quando Lula apresentou o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), no palanque. O presidente disse que Fonteles havia enterrado a carreira política de Ciro Nogueira, usando justamente esse verbo ao falar do senador.
O pano de fundo é o resultado da eleição de 4 de outubro, em que Ciro perdeu a disputa pela reeleição ao Senado. Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), ambos aliados de Fonteles, foram os escolhidos para as duas vagas piauienses. O governador, por sua vez, foi reeleito ainda no primeiro turno, com 70,90% dos votos válidos.
Ciro preside o PP em âmbito nacional e chefiou a Casa Civil durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Na disputa presidencial, ele defende que a federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, apoie a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Imagem: Agência Senado / Wikimedia Commons (Attribution)
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Como cada veículo contou
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- Nativo digital 1
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