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segunda-feira, 12 de outubro de 2026
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Abstenção de 21% no 1º turno não indica desinteresse, diz pesquisador da FGV

Mais de 33 milhões de eleitores não votaram em 4 de outubro; Jairo Nicolau afirma que o total reúne perfis distintos e que faltam pesquisas sobre os motivos.

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Ilustração da notícia: Abstenção de 21% no 1º turno não indica desinteresse, diz pesquisador da FGV
Em 30 segundos
  • A abstenção no primeiro turno chegou a 21,08% do eleitorado, mais de 33,4 milhões de pessoas, segundo o g1.
  • Jairo Nicolau, da FGV, diz que o total reúne perfis variados e que não há pesquisa sobre quantos se ausentaram por desinteresse.
  • No Datafolha, viagem e problemas de saúde foram os motivos mais citados por quem não votou.

Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, em 4 de outubro, mas o número não indica um país desinteressado pela política. A avaliação é do cientista político Jairo Nicolau, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), em entrevista ao g1. Segundo o veículo, a abstenção chegou a 21,08% do eleitorado apto, o maior patamar desde 1998.

Nicolau, autor do livro "O País Dividido", explica que o total de ausentes junta perfis e motivos diferentes. Entre eles estão pessoas que não são obrigadas a votar e eleitores que vivem longe da cidade onde votam. Há ainda falhas de cadastro, como cidades em que o número de eleitores inscritos supera o de moradores.

O pesquisador afirma que não é possível saber quantos deixaram de votar por falta de interesse. "A gente não sabe porque não há pesquisa", disse. Segundo ele, os institutos se concentram na intenção de voto e deixam de lado as razões da ausência.

Entre os motivos mais citados no Datafolha divulgado na sexta-feira (9) aparecem viagem, com 19%, problemas de saúde, com 18%, desinteresse, com 13%, e trabalho, com 9%. Em outra reportagem, o g1 ouviu eleitores que apontaram a burocracia para transferir o título e dificuldades de acessibilidade nos locais de votação. Uma eleitora contou que, depois de uma cirurgia no joelho, não conseguiu subir as escadas até a seção.

Nicolau esperava uma pequena alta da abstenção, por causa do que descreve como menor engajamento na "campanha silenciosa". O índice, porém, ficou perto do de 2022, quando 20,9% dos eleitores não votaram. Para ele, cerca de 20% parece ser o padrão brasileiro de ausência das urnas.

No domingo (11), Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pediram a apoiadores que mantenham a mobilização para o segundo turno, marcado para o dia 25. Lula, que discursou na Paulista, pediu que os eleitores procurem convencer quem faltou ao primeiro turno a votar no dia 25. Já Flávio Bolsonaro encontrou prefeitos de cidades de São Paulo e disse que sua campanha não pode baixar a guarda.

Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)

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  1. g1Tradicional Nem todo eleitor que deixa de votar é desinteressado pela política, diz pesquisador
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