Câmara deve retomar votações só após o 2º turno e deixa pautas digitais em espera
Senado convocou sessões para 6 a 8 de outubro e começa a discutir a jornada de 40 horas; MPs das apostas e do Desenrola recebem emendas até 13 de outubro.

- A Câmara sinaliza retomar votações somente depois do segundo turno.
- O Senado tem sessões marcadas para 6 a 8 de outubro, começando pela jornada de 40 horas.
- As MPs do Desenrola e das apostas recebem emendas até 13 de outubro.
Câmara e Senado devem voltar ao trabalho em ritmos diferentes depois do primeiro turno das eleições, segundo o TELETIME. Na Câmara, a sinalização é de que as votações fiquem paradas até passar o segundo turno. No Senado, há sessões de Plenário já marcadas entre 6 e 8 de outubro.
Entre os temas que continuam na fila da Câmara estão o compartilhamento de postes, a regulação econômica das grandes plataformas digitais, a inteligência artificial e a redução da TFF.
No Senado, a primeira pauta prevista é a proposta que diminui de 44 para 40 horas a jornada semanal máxima, no debate sobre o fim da escala 6x1. Também está pronto para a CCJ, com novo parecer, o texto sobre compartilhamento de infraestrutura, enquanto o projeto que proíbe contingenciar recursos do Fust segue sem definição de tramitação.
As medidas provisórias do Desenrola Brasil e das apostas estão no início da análise no Congresso. O prazo de emendas foi esticado até 13 de outubro, e as comissões mistas, já designadas, esperam a indicação de seus integrantes. A MP das apostas dá à Anatel a tarefa de receber e repassar às provedoras de internet as ordens administrativas de bloqueio, além de permitir que a agência defina a técnica a ser usada.
A MP do Desenrola autoriza a compra e a renegociação de dívidas com prestadoras de serviços públicos e de utilidade pública, com o comércio varejista e com prestadores de serviço em geral, o que pode alcançar débitos de telefonia e internet.
A semana, de pouca movimentação no Legislativo, teve como fato principal o fim da CEI dos Fios Soltos, em Goiânia. O colegiado atribuiu às empresas de telecomunicações a obrigação de identificar seu cabeamento, fazer a manutenção e retirar fios sem uso, e propôs um Código Municipal de Ordenamento da Fiação Urbana.
Imagem: Mariordo (Mario Roberto Durán Ortiz) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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