Trump diz que Rússia e Ucrânia aceitaram cessar-fogo contra ataques à energia
Presidente dos EUA anunciou a trégua na Truth Social, mas Kiev e Moscou não confirmaram; Zelensky condiciona eleições a 60 dias de cessar-fogo total.
Nem a Ucrânia nem a Rússia confirmaram oficialmente o acordo até a publicação das matérias consultadas.

- Trump disse que Ucrânia e Rússia concordaram com um cessar-fogo energético, com efeito imediato.
- Segundo o g1, nem Kiev nem Moscou confirmaram oficialmente o acordo.
- Zelensky afirmou que fará eleições se Putin aceitar uma trégua total de 60 dias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (11) que Ucrânia e Rússia aceitaram suspender os ataques às estruturas de energia uma da outra. O anúncio saiu na Truth Social, rede social de Trump, e, segundo ele, a medida vale com efeito imediato. De acordo com o g1, nem Kiev nem Moscou haviam confirmado oficialmente o acordo até a publicação.
Horas antes, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, havia dito que seu governo estava disposto a parar de bombardear refinarias de petróleo russas se Moscou também deixasse de atacar a infraestrutura de energia da Ucrânia. Os dois países intensificaram recentemente esses ataques, que têm como alvo instalações elétricas, malhas de transporte e outros pontos considerados estratégicos.
Em entrevista ao programa This Week, da ABC News, Zelensky afirmou que o país organizaria eleições caso o presidente russo, Vladimir Putin, aceitasse um cessar-fogo total de 60 dias. Segundo o g1, moradores de Kiev ouvidos pela Reuters reagiram com indignação à sugestão de Trump de que a Ucrânia troque de líder. O g1 lembra que a lei marcial proíbe eleições no país por razões de segurança.
A troca de declarações vem do sábado (10), quando Trump atribuiu à ofensiva ucraniana contra refinarias da Rússia a alta do diesel nos Estados Unidos e disse que Zelensky deveria parar. Segundo a CNN Brasil, o americano afirmou a jornalistas, na Casa Branca, que já era tempo de a Ucrânia ter um novo presidente. Zelensky respondeu que cabe aos ucranianos escolher quem os lidera e atribuiu a alta dos combustíveis à guerra no Oriente Médio.
No pano de fundo estão a suspensão temporária de sanções americanas sobre combustíveis russos e o acordo anunciado por Trump, que permite a Moscou vender diesel, em volume de centenas de milhares de toneladas, tanto ao mercado dos EUA quanto ao resto do mundo. Segundo o g1, a decisão surpreendeu a delegação ucraniana, que discutia a paz em Miami com negociadores americanos e de países europeus. Zelensky disse que qualquer acordo do tipo precisaria de "garantias reais".
Imagem: Kevin McCarthy / Wikimedia Commons (Public domain)
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