Top Fuel, mais veloz que a F1, tem mulheres entre as maiores vencedoras na Europa
Elas levaram sete dos últimos nove títulos europeus da categoria, em que carros passam de 480 km/h em corridas de cerca de quatro segundos, segundo reportagem da BBC.

- Susanne Callin, de 43 anos, é bicampeã europeia da Top Fuel.
- Mulheres venceram sete dos últimos nove campeonatos europeus da categoria.
- Os carros ultrapassam 480 km/h em corridas de cerca de quatro segundos.
A piloto sueca Susanne Callin, de 43 anos e bicampeã europeia da Top Fuel, disse à BBC que correr nessa categoria é como ser lançada de um canhão. A modalidade é tida como o esporte de maior velocidade do mundo: os carros passam de 480 km/h em provas que duram cerca de quatro segundos. Segundo a reportagem, os pilotos enfrentam força G maior que a de astronautas no lançamento.
A Top Fuel se destaca por ser a categoria de elite do automobilismo em que mulheres vencem com regularidade. Elas levaram sete dos últimos nove títulos europeus, e a americana Brittany Force detinha, até pouco tempo atrás, o recorde mundial de velocidade do esporte. Na Fórmula 1, em comparação, a italiana Lella Lombardi foi a última mulher a disputar um Grande Prêmio, há cerca de 50 anos, e segue como a única a pontuar.
De acordo com o grupo ativista More Than Equal, as mulheres são cerca de 10% dos participantes do automobilismo e 4% das pilotos de elite. Nas temporadas americana e europeia da Top Fuel, elas respondem por 20% dos pilotos, e a entidade vê na modalidade a mais igualitária entre gêneros do automobilismo mundial.
As provas ocorrem em uma pista reta de 305 metros, em geral com dois carros lado a lado. O nome da categoria vem do nitrometano, combustível dos motores. O recorde oficial de velocidade passa de 558 km/h, ante mais de 372 km/h num Grande Prêmio de Fórmula 1.
Os freios não bastam para parar os carros, e por isso paraquedas se abrem atrás deles depois da linha de chegada. Callin descreve a parada brusca como um chute no peito que tira o fôlego, e diz que a adrenalina é "extremamente viciante". Ela afirma que a preocupação com os riscos está sempre presente, mas que a segurança funciona; a reportagem lembra que acidentes fatais em 2004 e 2008 levaram à redução da extensão da prova.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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