Relatório do TSE não encontra conteúdo falso no canal “Exército do Lula” no WhatsApp
Técnicos analisaram as publicações de 2 a 11 de outubro e fizeram ressalvas à atuação coordenada e à linguagem polarizadora nas mensagens do deputado André Janones.

- A equipe técnica do TSE não localizou no canal reproduções das afirmações examinadas no processo entre 2 e 11 de outubro.
- O relatório aponta atuação coordenada e linguagem polarizadora nas mensagens postadas por Janones.
- Cuêva mandou reativar o canal no domingo (11), derrubando decisão de Nunes Marques.
Um relatório da equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontrou conteúdo falso no canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para publicações de apoio a Lula (PT), candidato à reeleição. A informação é da Agência Brasil. O canal foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A análise foi pedida pelo presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, depois de decisões conflitantes sobre a liberação do canal. No domingo (11), o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cuêva, derrubou a decisão de Nunes Marques e mandou reativar o canal. O setor de combate à desinformação do TSE examinou textos e vídeos publicados entre 2 e 11 de outubro.
Segundo os técnicos, nesse período não apareceram no canal reproduções das afirmações examinadas no processo, nem conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes a elas. O relatório traz ressalvas: os técnicos observaram atuação coordenada na disseminação do conteúdo postado por Janones e o uso recorrente de linguagem polarizadora, que tende a criar uma lógica de confronto.
A legalidade do canal já era discutida no TSE antes da decisão de Nunes Marques. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) entrou com ação para cassar o mandato de Janones e pedir a suspensão do canal. No sábado (10), Cuêva, relator do caso, pediu informações complementares ao candidato, sem determinar a suspensão.
Ao autorizar a reativação, no domingo, Cuêva registrou que o pedido da campanha de Flávio para derrubar essa decisão chegou à presidência do TSE em 41 minutos. O material consultado não detalha os próximos passos do processo.
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
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