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domingo, 11 de outubro de 2026
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México proíbe escolas militarizadas e colégios do país mudam rotina e uniformes

Ordem da SEP, de julho, veio após a morte de uma menina de 13 anos em acampamento militar; matrículas caíram quase pela metade em muitas escolas, segundo a BBC.

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A matéria menciona a morte de uma menina de 13 anos, caso ainda em investigação.

Em 30 segundos
  • A SEP proibiu em julho as escolas militarizadas, por falta de respaldo legal.
  • A ordem veio após a morte de uma menina de 13 anos em acampamento militar em Tamaulipas.
  • As matrículas caíram quase pela metade em muitas escolas e algumas foram fechadas.

O governo do México proibiu, em julho, as escolas de perfil militarizado, e dezenas de colégios do país vêm mudando uniformes, rotinas e formas de tratamento desde então. A mudança foi detalhada em reportagem da BBC News Brasil, que visitou o Colégio Moderno Alarid, na Cidade do México.

A ordem partiu da Secretaria da Educação Pública (SEP), que alegou falta de respaldo legal para esse tipo de ensino e disse que a formação militar cabe só às Forças Armadas. A medida tem o apoio da presidente Claudia Sheinbaum e veio depois da morte de uma menina de 13 anos em um acampamento de verão militar em Tamaulipas, no nordeste do país. A autópsia apontou asfixia por submersão.

O caso comoveu o México. A família da menina denuncia tortura, e a promotoria investiga o episódio como possível feminicídio. Três pessoas estão detidas.

No Alarid, os alunos começaram o ano letivo com uniformes sem estética militar. Os cadetes passaram a ser chamados de discentes, e o instrutor agora é o "prefeito". O diretor, Óscar Lira, diz que "o militarismo faz parte da nossa história, mas acabou". Ele aceita tirar a parafernália militar, mas quer manter valores como honra, disciplina, sacrifício e heroísmo. A reportagem observa que ainda há distância entre a teoria e a prática, já que o ritual militar está arraigado na cultura mexicana.

O efeito aparece nas matrículas e nas ruas. Segundo a BBC, entre 20 e 50 escolas, com 10 mil a 20 mil estudantes, foram atingidas, e em muitas delas, incluindo o Alarid, o número de alunos caiu quase pela metade. Algumas fecharam. Em Puebla, mais de 50 pais bloquearam avenidas contra o fechamento da Academia Zaragoza. A imprensa local registra que, para as famílias, o colégio oferecia disciplina e valores, não houve denúncia de maus-tratos ali e ele foi criminalizado por fatos de outra instituição.

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Origem
  • Internacional 1
Linha editorial

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Como classificamos as fontes
  1. BBC News BrasilInternacional Por que o México está desmilitarizando suas escolas
Como fazemos as notícias

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