LIDE, de Doria, marca almoço de Flávio Bolsonaro com 300 empresários em SP
Encontro será em 19 de outubro, seis dias antes do segundo turno; grupo já havia recebido a equipe econômica da campanha do PL em setembro.

- O LIDE promove em 19 de outubro, em São Paulo, um almoço de Flávio Bolsonaro com mais de 300 empresários.
- O segundo turno está marcado para 25 de outubro, seis dias depois do encontro.
- Em setembro, Lula também reuniu cerca de 700 convidados do setor produtivo num jantar em São Paulo.
O LIDE, grupo empresarial fundado pelo ex-governador de São Paulo João Doria, marcou para 19 de outubro um almoço com o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. A CNN Brasil informa que a expectativa é de mais de 300 participantes, seis dias antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O evento será num hotel da Vila Olímpia, na capital paulista, e é voltado a filiados do grupo. Na divulgação, o LIDE diz que quer conversar com empresários e lideranças a respeito do quadro político e do que esperar do país. Devem comparecer representantes do agronegócio, da indústria, do comércio, dos serviços, da tecnologia e das finanças.
A aproximação chama atenção pelo histórico entre as partes. Em 2018, Doria concorreu ao governo paulista com o slogan "Bolsodoria" e se aliou a Jair Bolsonaro. Depois os dois romperam, e a família Bolsonaro passou a acusá-lo de ter usado politicamente a imagem do então presidente. Na pandemia de Covid-19, trocaram críticas sobre as medidas contra a crise sanitária.
O almoço não é a primeira agenda do grupo com nomes da campanha de Flávio. Em 1º de setembro, Daniella Marques, que presidiu a Caixa, e Adolfo Sachsida, que foi ministro de Minas e Energia, apontados como os principais nomes econômicos da campanha, participaram de um seminário na sede do LIDE, em São Paulo. Ali criticaram o governo atual e citaram propostas do candidato, como corte de gastos e reequilíbrio fiscal.
Também em setembro, o presidente Lula (PT) jantou com cerca de 700 convidados em São Paulo, com gente do setor produtivo, ministros e outras autoridades. Na fala, defendeu sua trajetória política, criticou a família Bolsonaro e disse sonhar em "transformar o Brasil em um país de classe média". Ele também defendeu unir responsabilidade fiscal e social.
Imagem: Governo do Estado de São Paulo / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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