Copom e Fed decidem juros no mesmo dia, com dólar perto de R$ 5,15
Mercado espera corte de 0,25 ponto na Selic e alta igual nos Estados Unidos; veículos divergem se o dólar sobe ou cai nesta quarta.
- O mercado espera Selic de 13,75% ao ano, o quinto corte seguido.
- Nos Estados Unidos, 92,5% das apostas indicam alta de 0,25 ponto percentual.
- O IBC-Br caiu cerca de 0,2% em julho, a segunda queda mensal seguida.
Banco Central e Federal Reserve anunciam nesta quarta-feira (16) suas decisões de juros com poucas horas de diferença, no dia que o mercado chama de super quarta. A expectativa é de caminhos opostos: corte de 0,25 ponto percentual na Selic, de 14% para 13,75% ao ano, e alta de igual tamanho nos Estados Unidos, da faixa de 3,50% a 3,75% para 3,75% a 4% ao ano. A aposta na alta americana aparece em 92,5% das projeções acompanhadas pela ferramenta do CME Group, segundo o UOL.
O câmbio do dia depende de que horário se olha, e os veículos não contam a mesma coisa. O UOL registrou o dólar comercial a R$ 5,156 às 11h, com variação positiva de 0,03%. Duas horas depois, o Valor Investe anotou a moeda em baixa de 0,2%, a R$ 5,14. Na bolsa, o mesmo movimento de cautela: o Ibovespa marcava 186.122 pontos por volta das 13h, queda de 0,2%, com a Petrobras entre as maiores perdas do índice.
Se confirmada, a alta será a primeira sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para o Fed. Juro maior nos Estados Unidos tende a puxar o rendimento dos títulos americanos, que rondam o nível mais alto desde 2007, e a atrair dinheiro para lá. Para o economista Leonel Oliveira Mattos, da StoneX, esse movimento aumenta “a pressão de alta sobre a taxa de câmbio”, de acordo com o UOL.
Do lado brasileiro, o argumento para seguir cortando vem da atividade. O IBC-Br, prévia do PIB calculada pelo Banco Central, caiu cerca de 0,2% em julho, depois de recuar 0,64% em junho. O UOL trata o resultado como pior do que o mercado esperava; o Valor Investe o descreve em linha com as projeções. André Valério, do Inter, avalia que a moderação da economia “permite que o Copom continue cortando a Selic”. O petróleo Brent, negociado acima de US$ 100, é o contrapeso que divide o mercado sobre os próximos cortes.
E você, o que achou?
0 reaçõesSua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.
Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 2 posições. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Nativo digital 1
- Sem classificação 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.