Após 1º turno, Flávio fecha apoios e Lula tenta reorganizar campanha
Republicanos, PP, Novo e Podemos aderem ao candidato do PL; petistas buscam culpados por campanha que Lula chamou de a menos organizada desde 1989.
O relato sobre a reunião de Lula com jovens do PT vem de balanço do Poder360.

- O segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula será em 25 de outubro.
- Republicanos, Progressistas, Novo e Podemos anunciaram apoio ao candidato do PL.
- O PSD de Kassab indicou neutralidade, e petistas procuram culpados por falhas na campanha de Lula.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL, e o presidente Lula, do PT, que disputam o Planalto, passaram a semana ajustando as campanhas ao segundo turno, marcado para 25 de outubro. Flávio, que liderou a votação de 4 de outubro, se dedicou a fechar apoios. Lula tentou reorganizar uma equipe que, segundo aliados, chegou à segunda etapa desorganizada por ter apostado numa vitória ainda no primeiro turno, de acordo com balanço do Poder360 deste sábado (10).
Na terça-feira (6), o senador foi a Brasília conversar com dirigentes do Republicanos sobre uma adesão oficial. Tarcísio de Freitas, governador reeleito de São Paulo, esteve presente e passou a ter papel mais ativo na campanha. No mesmo dia, em Goiânia, Flávio ganhou o respaldo de Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado na eleição, com Tarcísio de novo ao seu lado.
Na quarta (7), depois de reunião no quartel-general da campanha, na capital federal, ficou definido que Republicanos e Progressistas estarão com o candidato do PL no segundo turno. Participaram o vice-presidente do União, ACM Neto, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Horas depois, o Novo anunciou apoio, e na quinta (8) foi a vez do Podemos.
Em entrevista, Flávio teve de explicar a frase dita em Goiânia de que iria "mudar a Constituição". Disse que pretende, por PEC e com a bancada favorável que o Congresso terá a partir de 2027, mexer no Judiciário, baixar a maioridade penal e extinguir a reeleição. A explicação respondeu a críticas de governistas.
No campo petista, Edinho Silva, presidente do PT, disse na terça que a legenda procurava aproximação com líderes do Republicanos e do PSD. Ele relatou que Gilberto Kassab, que comanda o PSD, indicou neutralidade da sigla, mas deixou os petistas livres para conversar com dirigentes regionais.
Na quarta, em encontro com jovens parlamentares do partido, Lula disse a Edinho, conforme o Poder360, que essa é a campanha menos organizada de que participou desde 1989. O PT chegou a iniciar uma transmissão do evento e a interrompeu durante a fala. Desde então, petistas procuram responsáveis, e as críticas recaem sobre Janja da Silva, mulher do presidente, sobre Sidônio Palmeira, titular da Secom, e sobre o próprio Edinho. No mesmo dia, Lula publicou o primeiro vídeo em formato selfie da campanha.
Ilustração gerada por IA (FLUX-2-klein-9b-base)
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Como cada veículo contou
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- Nativo digital 1
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