Provedor de internet vê IP, horários e volume de dados, mas não abre conteúdo em HTTPS
Pelo Marco Civil da Internet, as operadoras devem guardar por um ano os registros de conexão, que não equivalem ao histórico de navegação do cliente

- O provedor vê IP, horários de conexão e volume de tráfego, mesmo com criptografia.
- Em conexões HTTPS, senhas, mensagens e o conteúdo das páginas ficam protegidos.
- O Marco Civil exige que os provedores guardem os registros de conexão por um ano.
Mesmo quando sites e aplicativos usam criptografia, o provedor de internet consegue enxergar parte da atividade do cliente, segundo o Canaltech. Entre os dados estão o endereço IP, os horários de conexão e o volume de tráfego, além, conforme a configuração da rede, dos serviços ou domínios acessados.
Isso não quer dizer que a operadora leia conversas de WhatsApp, descubra senhas de banco ou veja qualquer página visitada. Em conexões HTTPS, senhas, mensagens, pesquisas e o conteúdo específico da página ficam protegidos entre o navegador e o servidor, desde que a proteção esteja ativa e funcionando.
O DNS é um ponto de atenção. Esse sistema converte endereços como “canaltech.com.br” no IP que os computadores usam para achar o servidor, e as consultas tradicionais podem ir sem criptografia. Nesse caso, o provedor ou outro agente que observe a rede descobre quais domínios foram procurados, e por isso foram criados o DNS sobre HTTPS (DoH) e o DNS sobre TLS (DoT).
Para levar os pacotes de dados até o destino, o provedor também observa IPs de servidores, horários e a quantidade de dados enviados e recebidos, o que pode revelar padrões de uso mesmo com o conteúdo protegido. O modo anônimo do navegador não muda esse quadro: ele evita apenas que histórico e cookies da sessão fiquem guardados no aparelho, e o tráfego segue pela estrutura da operadora.
No Brasil, o Marco Civil da Internet determina que os provedores de acesso mantenham os registros de conexão sob sigilo, em ambiente controlado, por um ano. Eles incluem data e hora de início e fim da conexão, a duração e o IP usado. A lei separa esses registros dos de acesso a aplicações e exige proteção dos dados guardados, com o mínimo possível de informação pessoal e exclusão quando acabar a finalidade ou o prazo.
Imagem: Ocastro / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
E você, o que achou?
1 reaçãoSua reação é secreta: ninguém vê quem reagiu, só os totais.
Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Sem classificação 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
