Amorim diz que o Escudo das Américas, de Trump, busca impor 'cerco' ao Brasil
Assessor de Lula afirma que a coalizão lançada pelos EUA usa o combate ao crime organizado como argumento 'falso'. PCC e CV estão entre os 24 grupos-alvo.

- Celso Amorim diz que o Escudo das Américas tenta impor um cerco ao Brasil.
- PCC e Comando Vermelho estão entre os 24 grupos tratados como alvos no acordo.
- Para o Planalto, Equador, Paraguai e Panamá aderiram por estratégia, e Milei, Bukele e De la Espriella por alinhamento.
Celso Amorim, assessor especial de Lula para assuntos internacionais, disse em entrevista que o Escudo das Américas, iniciativa lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca impor ao Brasil um "cerco" e uma "dominação absoluta". Segundo ele, o argumento de combate ao crime organizado que sustenta o projeto é "falso".
A coalizão reúne presidentes latino-americanos próximos de Trump, como Javier Milei, da Argentina, Abelardo de la Espriella, da Colômbia, e Nayib Bukele, de El Salvador. No mês passado, a pedido do governo americano, o grupo assinou um acordo para tratar facções criminosas como "ameaças compartilhadas" e incluí-las em sanções. Entre os 24 grupos citados na proposta estão as brasileiras PCC e Comando Vermelho (CV).
Amorim declarou que, com o Escudo das Américas, o Brasil passa a sofrer uma ameaça, já que a iniciativa equipara o crime organizado ao terrorismo internacional. Na avaliação dele, o que existe na prática é um esquema de dominação.
Segundo o g1, auxiliares diretos de Lula consideram a medida "muito grave" e a veem como uma "porta de entrada" para ações militares na região, como as que ocorreram na Venezuela e na Colômbia. Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que os países da região querem, de modo geral, manter boa relação com o Brasil, mas decidiram apoiar a iniciativa americana por razões diferentes.
Na leitura do Planalto, Milei, Bukele e De la Espriella assinaram o documento por alinhamento automático a Trump. Já Equador, Paraguai e Panamá teriam participado por estratégia política, na tentativa de obter dinheiro e de evitar ações militares dos EUA em seu solo.
Neste ano, o governo Trump passou a classificar PCC e CV como organizações terroristas. Integrantes do governo Lula criticaram a decisão e argumentaram que o rótulo não resolve o problema do crime organizado.
Imagem: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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Como cada veículo contou
O mesmo fato visto de 1 posição. As manchetes abaixo são as originais; a apuração é de cada veículo.
- Tradicional 1
Nenhum destes veículos tem linha editorial documentada pela redação ainda.
